MÁRIO LÚCIO E MARCELO GASTÁLDI

UMA PARCERIA DE SUCESSO

Durante sua carreira, Mário teve vários parceiros: Antônio Marcos, Edgard Poças, Nelson Ned, Flávio Guimarães, Oswaldo Biancardi, Antônio Paladino, Fernando Netto, etc. mas o mais importante deles todos foi, sem dúvida, Marcelo Gastáldi, porque não foi apenas em composição de canções, mas sim, uma parceria de vida.

 

 

 

 

 

Atuaram juntos como atores, na TV Paulista, no início dos anos 60; fundaram uma produtora de shows na mesma época (A Trigal); tiveram uma banda na Jovem Guarda (Os Iguais); compuseram muitas canções, como a "Partida" de Os Iguais, seu maior sucesso; temas de abertura de programas e novelas de TV, como "Punky, a levada da breca", "Anjo bom" e "A Família", de Chispita, além de

 

 

 

 

 

"Viviana" de Viviana em busca do amor, "Estranho Poder", e "Jerônimo" das novelas homônimas, temas de personagens como do "Seu Madruga" e de "Kiko", no LP Chaves; criaram projetos importantes, como "Feroz e Mau Mau", fizeram juntos a dublagem da série "Chaves", assim como muitos outros trabalhos.

 

 

 

 

 

 

 

Mas teve uma parceria que poucos se lembram, que foi do FESTIVAL EM BRANCO E PRETO, um show musical, idealizado por Luis Quirino, em 1977, cuja temporada no Teatro Nídia Lícia, em São Paulo, teve a direção musical de Mário Lúcio de Freitas e que foi estrelado por dois cantores: Evinha, aquela do Trio Esperança que, como solista, ganhou, em 1969, o IV Festival Internacional da Canção, com "Cantiga por Luciana" de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós, e Marcelo Gastáldi. O texto do espetáculo falava sobres as duas etnias (a negra e a branca) na música popular brasileira, com humor e elegância,

 

 

 

 

 

 

 

   
ilustrado por vários sucessos musicais de todos os tempos. Foi um show que obteve grande destaque. Veja então, que Mário e Marcelo sempre trabalhavam juntos, seja como ator, autor, dublador, empresário, etc. Formavam realmente uma parceria de sucesso.
 
Mário fez também, além da direção musical, os arranjos e a regência do espetáculo. A banda era composta por músicos do primeiro time de São Paulo, numa formação, além da base, com três metais: trompete, saxofone e trombone, muito utilizada na época por famosos grupos internacionais, como Chicago e Blood, Sweat and Tears.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Mário, em primeiro plano, tocando violão, com Marcelo, coral e Evinha ao fundo.

 

 

   

Evinha e Marcelo num solo do espetáculo. Ao lado, Aragão, Mário e Marcelo - Diretores da Trigal.