JOVEM GUARDA CLÁSSICO

 

Maestro Diogo Pacheco

 

Nino, Mário Lúcio, Márcio, Bogô e Régis: The Beatniks.

 

Wanderléa, Erasmo, Roberto Carlos e The Beatniks no encerramento da apresentação.

 

 

 

 

 

 

   

O mesclar de vários gêneros musicais sempre esteve presente em nossa carreira, talvez por termos iniciado no mundo musical numa época em que o rock, a mpb, a velha guarda e até a música erudita, caminhavam lado a lado; músicos de todas as vertentes se cruzavam nos corredores das emissoras de TV, das gravadoras, nos vôos e nos shows. Assim, em meados dos anos 60, quem entrasse num avião, com certeza, encontraria algum artista indo para ou voltando de alguma excursão. Por isso, o entrelaçar de vários gêneros musicais sempre fez parte de nossas produções. Se você ouvir o primeiro arranjo do tema de abertura do

TJ Brasil

verá que se trata de algo quase sinfônico; já o segundo arranjo é um

rock;

e o tema do documentário

Rio de Janeiro

é uma mistura de mpb com rock e música eletrônica. Gostamos muito dessa junção de tendências. Já na época da Jovem Guarda, um grupo de músicos eruditos resolveu homenagear esse movimento, fazendo arranjos sinfônicos dos grandes sucessos do Iê Iê Iê. Uma orquestra de câmara e um coral do Teatro Municipal de São Paulo, regidos pelo Maestro Diogo Pacheco, interpretaram “Quero que vá tudo pro inferno”, “Ternura”, “Pega ladrão”, entre outras canções, com toda pompa e circunstância que o espetáculo exigia. E no meio do espetáculo surgia um grupo de rock, com sua pegada inerente, quebrando aquele requinte e fazendo uma espécie de comparação entre os dois gêneros musicais. O público simplesmente aplaudiu de pé. Foi realmente sensacional.

Mas o mais importante dessa história é que esse grupo de rock da Jovem Guarda, que participou dessa apresentação histórica, era nada mais, nada menos do que

The Beatniks,

integrado por Márcio, Bogô, Nino e por Mário Lúcio. Foi realmente uma honra termos participado deste evento inesquecível.

Veja, então, que as várias influências musicais em nosso trabalho vêm de longe. Não é algo que nasceu por acaso. Já estava arraigado em nossa formação profissional, que se solidificou na Faculdade de Composição e Regência, que cursamos no final dos anos 70, em São Paulo.

Ouça um mix dos Beatniks.

Veja também:

Jovem Guarda

Músico de Conjunto

 

 

 

 

   

Reportagem da época, destacando o evento e sua importância.

 

Diogo Pacheco regendo o evento, com a bateria dos Beatniks em destaque.

 

Na TV Rio, acompanhando Ary Sanches.

 

 

 

 

 

 

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