JOVEM GUARDA CLÁSSICO

O mesclar de vários gêneros musicais sempre esteve presente em sua carreira, talvez por ter iniciado no mundo musical numa época em que o Rock, a MPB, a Velha Guarda e até a Música Erudita, caminhavam lado a lado; músicos de todas as vertentes se cruzavam nos corredores das emissoras de TV, das gravadoras, nos vôos e nos shows. Assim, em meados dos anos 60, quem entrasse num avião, com certeza, encontraria algum artista indo para ou voltando de alguma excursão. Por isso, o entrelaçar de vários gêneros musicais sempre fez parte de suas produções.

Se você ouvir o primeiro arranjo do tema de abertura do TJ Brasil verá que se trata de algo quase sinfônico; já o segundo arranjo é um rock e o tema do documentário Rio de Janeiro é uma mistura de MPB com rock e música eletrônica. Mário sempre gostou muito desse mesclar de tendências.

Já na época da Jovem Guarda, um grupo de músicos eruditos resolveu homenagear esse movimento, fazendo arranjos sinfônicos dos grandes sucessos do yê yê yê.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      

   

Uma orquestra de câmara e um coral do Teatro Municipal de São Paulo, regidos pelo Maestro Diogo Pacheco, interpretaram “Quero que vá tudo pro inferno”, “Ternura”, “Pega ladrão”, entre outras canções, com toda pompa e circunstância que o espetáculo exigia. E no meio do espetáculo surgia um grupo de rock, com sua pegada inerente, quebrando aquele requinte e fazendo uma espécie de comparação entre os dois gêneros musicais. O público simplesmente aplaudia de pé. Realmente sensacional. Mas o mais importante dessa história é que esse grupo de rock da Jovem Guarda, que participou dessa apresentação histórica, era nada mais, nada menos do que The Beatniks, integrado por Márcio, Bogô, Nino, Régis e por Mário Lúcio. Ele se sente honrado por ter participado deste evento inesquecível.

Veja, então, que as várias influências musicais em seu trabalho vêm de longe. Não é algo que nasceu por acaso. Já estava arraigado em sua formação profissional, que se solidificou na Faculdade de Composição e Regência, que cursou no final dos anos 70, em São Paulo. 

 

 

 

 

 

       

 

 

 

 

 

Maestro Diogo Pacheco

 

 

 

 

 

 

A bateria dos Beatniks   em primeiro plano, no evento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Vanderléa, Erasmo e Roberto    Carlos no Jovem Guarda Clássico.

 

 

 

     

     

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

               Mário Lúcio em 1966

Veja também: Jovem Guarda - Músico de Conjunto - Mix dos Beatniks